No labirinto dourado dos cabelos,
a luz brinca como criança teimosa,
acariciando segredos que apenas
o silêncio das estrelas ousa guardar.
A primeira, com lábios que são versos,
desenha o mundo em promessas macias;
seus olhos, duas conchas contendo
mares que jamais se aquietam.
A segunda, plácida como a alvorada,
exala o perfume das memórias.
Seu sorriso — uma curva de destino,
onde o tempo repousa e se esquece.
Juntas, como gêmeas da aurora,
são sombras e claridades num jogo eterno,
onde o efêmero torna-se infinito,
e o simples ato de olhá-las
é oração aos mais belos milagres da vida.
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