Entre o aço frio e os reflexos de luz,
vi teu corpo, uma chama que arde contra a escuridão.
A academia, um altar moderno, onde suor vira sacrifício
e teu olhar, um vislumbre do paraíso em meio ao caos.
Teus dedos delicados seguram o peso da realidade,
mas é no brilho dos teus olhos que vejo algo mais,
uma promessa não dita,
um desejo enterrado entre o concreto e o aço.
Como um cigarro aceso em uma noite sem estrelas,
teu corpo brilha, delineado na névoa do esforço.
O mundo pode ser um inferno,
mas você, garota, é o único paraíso ao qual eu ainda gostaria de pertencer.
Ah, mas quem sou eu para tocar o divino?
Sou apenas um vagabundo que se perde nas sombras,
enquanto você segue brilhando,
indiferente ao destino, mas gravada na minha alma.
E se o amanhã trouxer apenas escuridão,
que seja, pois hoje, você é a luz que me faz continuar.
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